CLUNL acolhe a EuroSLA 35 na Universidade NOVA de Lisboa

O CLUNL — Centro de Linguística da Universidade NOVA de Lisboa — acolheu a EuroSLA 35, a 35.ª Conferência Anual da European Second Language Association, assinalando a primeira vez que esta conferência se realizou em Portugal. Considerada uma das principais conferências internacionais dedicadas à aprendizagem e ao uso de línguas segundas, adicionais e de herança, a EuroSLA 35 reuniu, em Lisboa, 414 participantes de 36 países e territórios, em representação de 197 universidades.

A dimensão e a projeção internacional desta edição comemorativa refletem a diversidade e a vitalidade da investigação contemporânea sobre a aprendizagem e o uso de línguas segundas, adicionais e de herança.

A conferência foi oficialmente inaugurada pela Professora Alexandra Curvelo, Diretora da NOVA FCSH. Nas suas palavras de abertura, deu as boas-vindas à comunidade da EuroSLA e destacou a importância da investigação sobre a linguagem em sociedades cada vez mais multilingues. Salientou também o valor de reunir investigadores de diferentes países, instituições e áreas disciplinares, bem como o contributo de encontros científicos internacionais como a EuroSLA para a cultura de investigação e a projeção internacional da NOVA FCSH.

A Professora Susana Correia, Diretora do CLUNL e principal responsável pela organização da EuroSLA 35, afirmou: «A realização da EuroSLA 35 reflete o forte compromisso do CLUNL com a internacionalização e a cooperação científica, ao mesmo tempo que reforça a sua posição enquanto centro internacionalmente reconhecido na investigação sobre a aprendizagem de línguas segundas e adicionais. A dimensão da conferência foi impressionante, mas o seu maior valor residiu nas conversas, colaborações e novas ligações que tornou possíveis.»

A EuroSLA 35 recebeu um número recorde de 820 submissões. O programa incluiu 30 apresentações no Workshop Doutoral, 133 comunicações orais, 139 pósteres e quatro conferências plenárias.

As conferências plenárias foram proferidas por Melissa Baese-Berk, da Universidade de Chicago; Bram Bulté, do Conselho da União Europeia e da Vrije Universiteit Brussel; Vincent DeLuca, da UiT — The Arctic University of Norway; e Emma Marsden, da Universidade de Oxford.

Ao longo da conferência, investigadores e estudantes apresentaram trabalhos sobre um vasto conjunto de temas, incluindo desenvolvimento linguístico, processamento da linguagem, multilinguismo, diferenças individuais, ensino, avaliação, tecnologias da linguagem, neurociência e metodologia de investigação. O programa reuniu diferentes línguas, populações de aprendentes, perspetivas teóricas e abordagens metodológicas, ilustrando a riqueza, a diversidade e o contínuo desenvolvimento desta área científica.

Apoio a investigadores em início de carreira

A conferência teve início com o Workshop Doutoral da EuroSLA, que proporcionou a investigadores em início de carreira a oportunidade de apresentar os seus trabalhos, receber comentários e sugestões construtivos e envolver-se mais diretamente na comunidade internacional da EuroSLA.

O Workshop Doutoral constituiu uma dimensão importante do compromisso da conferência com o apoio a investigadores em diferentes fases da carreira e com a criação de um ambiente aberto, rigoroso e acolhedor para o intercâmbio científico.

Ligar investigação, inovação e sociedade

A EuroSLA 35 incluiu também a mesa-redonda da revista Language Learning, intitulada «Pathways to Impact: Connecting Research, Innovation, and Society».

A sessão foi iniciada pela Vice-Reitora para a Inovação, Criação de Valor e Assuntos Globais e reuniu Gigi Luk, da Universidade McGill; Paula Simões, do EduQA — Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação; Detmar Meurers, do Leibniz-Institut für Wissensmedien e da Universidade de Tübingen; e Rui Vaz, do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua. A mesa-redonda foi moderada por Patrick Rebuschat, da Universidade de Lancaster.

A discussão incidiu sobre a forma como a investigação sobre aprendizagem de línguas, multilinguismo, currículo, avaliação, instituições públicas e inteligência artificial pode gerar impacto significativo para além do meio académico. Foi dada particular atenção à necessidade de envolver profissionais e instituições desde as fases iniciais dos projetos, de ancorar a investigação em problemas do mundo real, de identificar os contextos em que a inteligência artificial acrescenta efetivamente valor e de desenvolver formas concretas de colaboração e acompanhamento.

A sessão incluiu ainda um momento musical protagonizado pelos músicos portugueses Luís Ribeiro e Cajé Garcia.

O CLUNL agradece à revista Language Learning e à Universidade de Lancaster o apoio financeiro concedido à realização da mesa-redonda.

Um trabalho coletivo

Uma conferência desta dimensão depende do empenho de muitas pessoas. O CLUNL manifesta o seu sincero agradecimento aos conferencistas plenários, aos participantes que apresentaram trabalhos, aos doutorandos, aos restantes participantes, aos revisores, aos moderadores das sessões, às equipas administrativas e técnicas, aos expositores, aos patrocinadores, aos parceiros institucionais e a todas as pessoas que contribuíram para o êxito da EuroSLA 35.

Um agradecimento particularmente caloroso é dirigido aos estudantes voluntários do CLUNL e da Universidade de Lancaster, cuja energia, profissionalismo e disponibilidade foram essenciais ao longo da conferência.

O CLUNL agradece igualmente aos membros da comissão organizadora local e a todos os colegas cujo trabalho, ao longo de vários meses de planeamento, coordenação e resolução de problemas, tornou possível acolher, em Lisboa, a comunidade internacional da EuroSLA.

A organização da EuroSLA 35 constituiu uma oportunidade não só para dar visibilidade à diversidade e à vitalidade da investigação sobre a aprendizagem e o uso de línguas segundas, adicionais e de herança, mas também para reforçar ligações internacionais, iniciar novas colaborações e apoiar uma comunidade académica acolhedora, participativa e empenhada.

Foi com enorme satisfação que o CLUNL acolheu a EuroSLA em Portugal, e espera-se que as conversas e parcerias iniciadas em Lisboa perdurem muito para além da conferência.

Até ao próximo ano, em Ghent, para a EuroSLA 36!